Maria Thereza do Amaral

E a chuva…

Em E..., 6 de abril de 2013 às 21:36

Chove.

E desejo que eu consiga escorrer por entre as pedras da rua e vá embora com toda a água. E chegue até rios. Até mares. Até fossas abissais nunca vistas por mais ninguém.

Que a chuva me lave os pecados, os medos, as angústias. Que a chuva leve embora a neblina que me embaça a vista.

.
After Rain

Raining like crazy

Rain Squall


.

E a chuva … 2

Em E..., 6 de abril de 2013 às 21:35

Rain & Night

Chove.

E desejo que eu consiga escorrer por entre as pedras da rua e vá embora com toda a água. E chegue até rios. Até mares. Até fossas abissais nunca vistas por mais ninguém.

Que a chuva me lave os pecados, os medos, as angústias. Que a chuva leve embora a neblina que me embaça a vista.

Upon us all a little rain must fall...

Que a chuva faça o que não fiz a vida inteira: chorar.

Fico querendo que tudo se torne tão líquido, que tudo se torne tudo e nada mais delimite nada.

E fico sentada, vendo a água da chuva escorrer pela janela. Quase escorro com ela, mas fico.

Meus medos são sólidos.

Sem título

E a chuva… 3

Em E..., 6 de abril de 2013 às 21:35

Rain

Chove.

E desejo que eu consiga escorrer por entre as pedras da rua e vá embora com toda a água. E chegue até rios. Até mares. Até fossas abissais nunca vistas por mais ninguém.

Que a chuva me lave os pecados, os medos, as angústias.

Que a chuva leve embora a neblina que me embaça a vista.

Que a chuva faça o que não fiz a vida inteira: chorar.

.

Fico querendo que tudo se torne tão líquido, que tudo se torne tudo e nada mais delimite nada.

E fico sentada, vendo a água da chuva escorrer pela janela. Quase escorro com ela, mas fico.

Meus medos são sólidos.

.

Mas subitamente me dou conta que eu comecei a chuva e que eu posso terminá-la.

E me dou conta que ao olhar para fora, não vejo nada.

E me dou conta que ao olhar para o vidro, embaçado e molhado, eu me vejo.

E ao me ver… começo a me enxergar…

E vejo, e enxergo, o que posso, o que irei, o que vou fazer.

E já não vejo mais chuva, neblina ou sombras.

Vejo a mim e sou eu que levanto da poltrona, abro a porta e me deleito na chuva.

.

E como em um círculo perfeito que se tornou espiral, olho em volta e sorrio.

É só do que preciso para estar em outra vida e em outro mundo, olhar para mim.

.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 96 other followers

%d bloggers like this: