Maria Thereza do Amaral

Posts Tagged ‘medos’

E a chuva

In E..., Fotos on 4 de setembro de 2011 at 2:48
Rain on window, upload feito originalmente por snowbabyk2.

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Chove.

E desejo que eu consiga escorrer por entre as pedras da rua e vá embora com toda a água. E chegue até rios. Até mares. Até fossas abissais nunca vistas por mais ninguém.

Que a chuva me lave os pecados, os medos, as angústias. Que a chuva leve embora a neblina que me embaça a vista.

Que a chuva faça o que não fiz a vida inteira: chorar.

Fico querendo que tudo se torne tão líquido, que tudo se torne tudo e nada mais delimite nada.

E fico sentada, vendo a água da chuva escorrer pela janela. Quase escorro com ela, mas fico.

Meus medos são sólidos.

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A luz oculta meus medos claros

In E... on 8 de abril de 2011 at 5:24

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A luz oculta meus medos claros.

A escuridão desperta minha brilhante coragem.

Ação e reação.

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Mas… e se eu quiser mais que isso ?

E se eu quiser meus medos claros, medos escuros, medos cinzas explícitos? Se eu quiser conversar com eles, ouvir o que eles têm a me dizer?

E se eu quiser olhar usar minha coragem para me ver como realmente sou?  Sem biombos, paliativos, pontos de fuga, atalhos?

E se eu quiser que minha coragem, meus medos, minha luz e minha escuridão conversem, confluam, convivam?

E se eu não quiser mais ação e reação só, se eu quiser articulação, vivências, conversas?

E se eu quiser mesmo viver o que eu sou e o que o mundo e o universo têm a me oferecer, sem medos ou hesitações?

E se…

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Branco Cristal

In E... on 11 de fevereiro de 2010 at 3:12

Hands in B&W, upload feito originalmente por Galiano79.

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Branco cristal.
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Bato em portas que não abrem,
Grito gritos que não são ouvidos,
Choro lágrimas invisíveis,
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Branco cristal.
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Vejo você através de tudo, agora,
Mas não consigo chegar até você,
Tudo fica opaco e cristalino.
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Branco cristal.
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Você não permite que eu chegue,
Você me deixa a distância,
Seu medo brilha,
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Como branco cristal.
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A escuridão…

In Twitter on 14 de maio de 2009 at 21:30

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A escuridão descobre minhas certezas escuras.
A claridade expõe meus medos claros.
Agir, não reagir.

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A luz…

In Twitter on 19 de abril de 2009 at 15:30

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A luz oculta meus medos claros.
A escuridão desperta minha brilhante coragem.
Ação e reação.

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Dores

In E... on 1 de março de 2009 at 2:26

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Armas, facões, canivetes (suíços ? Ou de mola ?), pedras, paus, e sabe-se lá mais o que…

Grades, alarmes, vigilância, blindagem, guerras urbanas e outras nem tanto e medo, muito medo…

Medos conhecidos e desconhecidos, medos reais e irreais, medos indesejados, medos irrefletidos e muitas e muitas raivas…

Raivas contidas, raivas reveladas e desveladas, raivas limitadas e ilimitadas, junto com tantas frustrações…

Frustrações recentes, antigas, guardadas ou esquecidas, aparentes ou inaparentes, junto com faltas, ah quantas faltas…

Falta de amores, de atenção, de sabedoria (atrelado ao excesso de conhecimento?), de dimensão (do tamanho do medo? do tamanho das faltas? do tamanho das vidas?), de ver, de olhar, de reparar e registrar o que estão vendo, junto com as dores…

Dores, as que doem na alma por ver a vida escapar por violências que não servem para absolutamente nada. Dores de quem vê que tudo se cobra, mas nada se dá. A ordem é receber, não dar. Talvez vender…?

Armas que levam ao medo, às grades, ao isolamento cada vez maior, isolamento físico e ao isolamento de sentir. Sinto só o que é meu… os outros não são/sou eu. Não?

Medos, raivas, frustrações, dores…Cadê esperança, consciência, presença (não só de corpo…), amor desinteressado (até certo limite… somos humanos), cidadania?

Cadê a consciência de que não passamos de tribos juntas, que se a nossa volta os outros vão mal, necessariamente estamos todos mal?

Cadê a consciência de que não passamos de tribos juntas, que se estamos mal, necessariamente todos a nossa volta estão mal?

Uma humanidade perdida (como coletivo e como indivíduos, já que o forte da humanidade de cada um é sentir) e a ironia disso é estar perdido por falta de comunicação em épocas de e-mails, celulares (até por satélite!), WWW e cia.

Uma receita simples: olhe em volta. E registre o que viu. Somos um bando de invisíveis perambulando pela superfície da Terra.

A violência sempre existiu. A diferença é que antes se evitava atos contra os que eram da sua comunidade.
Somos tantos, tão aglomerados, mas não pertencemos mais a ninguém.

Nem a nós mesmos.

música: .


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