Maria Thereza do Amaral

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Abismos.

In Fotos on 14 de abril de 2012 at 1:23

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E os abismos de onde me vejo…

.. de onde me contemplo…

De onde finalmente me encontro.

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Abismos e vôos.

In E... on 14 de abril de 2012 at 1:23

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O abismo que vejo da minha ponte é frágil: fortalecemos demais as pontes e esquecemos os abismos, profundos e escuros … como nós mesmos.

Mas às vezes sento na minha ponte, balançando meus pés no infinito, espiando meus abismos e nossas trocas me parecem tão intensas quanto sonhos.

Eu olho para o céu, claro, volto meu olhar para o abismo, escuro, e me sinto mais que um duo contrastante: eu sou um claroescuro, um TAO desequilibradamente harmonioso que circula pelo universo… porque já fui dragão, anjo guerreiro. Já fui nada e gente.

Talvez agora me torne um ser intergaláctico feito só de coração.

Cansei da mente.

E meu corpo assiste, solidário e paciente, minha alma chorar silenciosamente.
E delicamente a coloca no colo, sussurrando antigas cantigas de ninar.

Eu hoje voaria alto, tocando céus e sóis, com o vento gelado batendo em meus cabelos e refrescando minha alma.

Mas não vou, eu não voltaria…

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Amar você nunca foi opção

In E... on 2 de março de 2011 at 4:25

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“Amar você nunca foi opção. Esquecer você nunca foi opção. Eu me sinto assim, sem opção alguma, perdida a beira de um precipício. Pulei.”

 

Eu não sei direito para onde vou. Sei o que sinto agora. Talvez não direito, talvez não com a clareza que eu gostaria, mas…

Eu me sinto assim, sem opção de verdade, perdida a beira de um precipício.

E sei que vou pular, eu sempre pulo.

Um entrelaçamento que sinto cada vez mais forte, sensações novas, sensações antigas, sensações… mas… mas é um outro entrelaçamento.

Você já foi.

Agradecer? Dizer um ‘obrigada’ emocionado, virar as costas e partir? Lacrimejar para acentuar a emoção do momento? Tornar o momento inesquecível? Significativo?

Já pulei.

Pulei.

E foi assim. Porque amar você nunca foi opção. E esquecer você nunca foi opção. E quando eu me sinto assim, sem opção alguma, perdida a beira de um precipício, é hora de pular. E ir embora, sabendo que amei muito, mas, outros mares, outras terras, outras paragens, sem esquecer, sem deixar de amar.

E fui indo ao sabor dos ventos, das correntezas e da vida.

Viver, vivendo.

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