Maria Thereza do Amaral

Archive for the ‘E…’ Category

Voar.

In E... on 9 de dezembro de 2014 at 15:50

E um dia vi que ele poderia voar.

Para mim.

Nos meus sonhos.

Nas minhas visões.

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voar 2

voar 3

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Voar. Voar.

In E... on 9 de dezembro de 2014 at 15:49

Ele voou faz tempo.

Coração pesado.

Apesar de ser pura luz.

Alma límpida.

Mas conturbada.

voar 4

 

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Para meu avô-passarinho.

In E... on 9 de dezembro de 2014 at 15:49

E um dia vi que ele poderia voar.

Para mim.

Nos meus sonhos.

Nas minhas visões.

.

Ele voou faz tempo.

Coração pesado. Apesar de ser pura luz.

Alma límpida. Mas conturbada.

.

E ele voou, mas foi um voo pesado, complicado, em meio a água, luz, ar e céu.
E voou pesado ainda muito tempo depois.

Mas agora o voo é etéreo, significativo, quase sideral. Mas não leve, meu avô nunca foi dado a levezas.

Mas é fluído.

Para meu avô-passarinho, que nunca conheci, linda alma límpida-conturbada,
mas com luz suficiente para iluminar uma galáxia.

E agora ele sabe disso. E voa. Para todo lugar.

o aviador

Uma música e três tempos: Beatriz (2)

In E..., Músicas on 28 de janeiro de 2014 at 11:34

E mais, Monica Salmaso cantando Beatriz com o piano de Nelson Ayres .

Com uma delicadeza que me emocionou às lágrimas…

Com uma entrega à música que me enlevou.

.

… ‘ é perigoso a gente ser feliz’…

.

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Uma música e três tempos: Beatriz (3)

In E..., Músicas on 28 de janeiro de 2014 at 11:33

… e daí a finalização destes posts, o terceiro, vem com a Maria João cantando suspensa no rio Tejo.

Beatriz, um rio e a Maria João.

Uma Maria João interpretando uma Beatriz suspensa em cima de um rio.

Uma Maria, uma João, uma Beatriz e um rio.

E todas as ‘Beatriz’ correm para o mar, líquidas e líricas.

.

.

2013.

In E... on 9 de janeiro de 2014 at 1:14

Nada contra você, amigo.

Coisas muito boas aconteceram durante vossa ilustre vigência.

Mas já era hora de ir.

Muito, muito denso.

Densidade de magma.

.

2013/2014

In E... on 9 de janeiro de 2014 at 1:14

A estonteante chegada daquela zona de confluências que é nada e tudo.

2013 vai.

2014 chega.

E…?

Ótima pergunta.

Parcas respostas.

.

2014

In E... on 9 de janeiro de 2014 at 1:12

E ele chegou.

O que se faz com ele agora?

De verdade?

… e os fluxos de vida?

‘Só nos resta viver’.

.

E temos que…

In E... on 11 de setembro de 2013 at 1:13

E temos que partir.

Pressuposto básico para chegar a algum lugar é partir.

Mas as vezes… não sei se bate preguiça ou desesperança.

Os dois?

De qualquer forma, parti.

Partimos.

.

… e será que é…

In E... on 11 de setembro de 2013 at 1:12

Viemos não sei de onde, para chegar desta maneira até aqui.

Não sei se é motivo de festa.

Ou de velório.

Ou qualquer outra cerimônia, festa, comemoração ou algo que o valha.

Mas de qualquer forma, chegamos.

.

… verdade?

In E... on 11 de setembro de 2013 at 1:11

E cheguei até aqui.

Vamos pensar, então… “e agora?”

Por que tudo nunca para.

E isso me dá vertigens.

Mas não adianta, sempre tem o “e agora?”.

Mesmo que eu o ignore, o espelho fica me olhando, com olhares interrogativos: “e agora?”

E… “e agora?”

.

E a chuva…

In E... on 6 de abril de 2013 at 21:36

Chove.

E desejo que eu consiga escorrer por entre as pedras da rua e vá embora com toda a água. E chegue até rios. Até mares. Até fossas abissais nunca vistas por mais ninguém.

Que a chuva me lave os pecados, os medos, as angústias. Que a chuva leve embora a neblina que me embaça a vista.

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After Rain

Raining like crazy

Rain Squall


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E a chuva … 2

In E... on 6 de abril de 2013 at 21:35

Rain & Night

Chove.

E desejo que eu consiga escorrer por entre as pedras da rua e vá embora com toda a água. E chegue até rios. Até mares. Até fossas abissais nunca vistas por mais ninguém.

Que a chuva me lave os pecados, os medos, as angústias. Que a chuva leve embora a neblina que me embaça a vista.

Upon us all a little rain must fall...

Que a chuva faça o que não fiz a vida inteira: chorar.

Fico querendo que tudo se torne tão líquido, que tudo se torne tudo e nada mais delimite nada.

E fico sentada, vendo a água da chuva escorrer pela janela. Quase escorro com ela, mas fico.

Meus medos são sólidos.

Sem título

E a chuva… 3

In E... on 6 de abril de 2013 at 21:35

Rain

Chove.

E desejo que eu consiga escorrer por entre as pedras da rua e vá embora com toda a água. E chegue até rios. Até mares. Até fossas abissais nunca vistas por mais ninguém.

Que a chuva me lave os pecados, os medos, as angústias.

Que a chuva leve embora a neblina que me embaça a vista.

Que a chuva faça o que não fiz a vida inteira: chorar.

.

Fico querendo que tudo se torne tão líquido, que tudo se torne tudo e nada mais delimite nada.

E fico sentada, vendo a água da chuva escorrer pela janela. Quase escorro com ela, mas fico.

Meus medos são sólidos.

.

Mas subitamente me dou conta que eu comecei a chuva e que eu posso terminá-la.

E me dou conta que ao olhar para fora, não vejo nada.

E me dou conta que ao olhar para o vidro, embaçado e molhado, eu me vejo.

E ao me ver… começo a me enxergar…

E vejo, e enxergo, o que posso, o que irei, o que vou fazer.

E já não vejo mais chuva, neblina ou sombras.

Vejo a mim e sou eu que levanto da poltrona, abro a porta e me deleito na chuva.

.

E como em um círculo perfeito que se tornou espiral, olho em volta e sorrio.

É só do que preciso para estar em outra vida e em outro mundo, olhar para mim.

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Sem.

In E... on 28 de novembro de 2012 at 1:08

Ainda irei para algum lugar que jamais fui. Ainda farei algo que jamais fiz. Ainda sentirei algo que não devia … e não me alterarei por isso. Ainda voarei longe, para muito além de qualquer lugar que eu poderia ir.”

Ainda serei capaz de ir atrás de uma folha desgarrada que voa. Sem destino. Sem direção. Só pelo prazer de ir. E voltar. E encontrar tudo no lugar. E saber que encontrarei tudo no lugar que deveria estar.

Por que é esta a questão: será que quando eu voltar, tudo terá se quebrado? Dissolvido? Sumido na bruma?
Tudo sempre se quebra/dissolve/some.

E as vezes dói tanto que eu desisto de tentar. Apago. Erase. Deleto. E eu permaneço exatamente no mesmo lugar.

É como se a possibilidade não existisse.

Mas ela existe, e faz parte de minha natureza. E eu começo a sonhar … a sonhar em ir… a voar de novo…

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Olhando espirais.

In E... on 28 de novembro de 2012 at 1:08

Estou olhando pela janela de meu apartamento,

É noite.

Seriam só luzes, janelas iluminadas e coloridas, mas para mim são espirais.

Espirais de sonhos, esperanças, credos, crenças,

Espirais em meus olhos.

Talvez há tempos, tempo demais, eu tenha esquecido de sonhar e ver espirais.

Não sei.

Eu queria que me meus sonhos viessem a mim, tão acordados quanto eu.

Mas luzes agora são o que menos me aparecem , sonhos são o que menos me acontecem, dormindo, acordada, em transe ou o que quer que seja.

Talvez, só talvez, eu tenha cansado.

Talvez, e só talvez, eu venha me rendendo à mediocridade, a confortável mediocridade que embala e acolhe.

Estou, definitiva e inexoravelmente, presa a esta realidade seca, árida, doída e medíocre,

‘Realidade’ da qual que não sei o significado.

Perdi meus referenciais.

.

Uma lágrima…

In E... on 4 de outubro de 2012 at 1:10

Uma lágrima caindo no chão gelado e a mão que impede que outra siga o mesmo caminho.

Tristeza.

Profunda.

Medo.

Um olhar perdido pela janela translúcida, alcançando a noite profunda.

Escuridão.

Profunda.

Solidão.

Um fim escoando pela porta, meio que aberta, meio que fechada.

E as duas mãos que, deixando as lágrimas correrem, livres, abrem a porta e correm em direção à liberdade escura.

Liberdade morna.

Liberdade profunda.

Liberdade infinita.

.

.

Estou indo…

In E... on 4 de outubro de 2012 at 1:06

Estou indo, não me espere acordado.

Brisas me levam à montanhas, morros, planícies e praias.

Ventos me levam a outras regiões, outras paragens.

Vendavais me levam a outros países.

Furacões me levam a outros mundos.

.

E…

Não me espere acordado.

O mundo dos sonhos realizados abre suas portas, e eu entro.

.

Não me espere acordado.

Agora eu fluo e o fluir se tornou meu modo de viver.

Eu sigo com a brisa, com os ventos, com os vendavais e com os furacões.

.

Não me espere acordado.

Eu agora giro em volta de você, de mares, de mundos, de estrelas, e você não me vê.
E não me alcança.

.

Mas…

Não me espere acordado.

E tenha uma boa vida.

Eu terei.

.

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Folha(s)

In E... on 3 de julho de 2012 at 4:38

 

Folhas

FolhasFolhas

FolhasFolhasFolhas

FolhasFolhasFolhasFolhas

FolhasFolhasFolhasFolhasFolhas

FolhasFolhasFolhasFolhasFolhasFolhas

FolhasFolhasFolhasFolhasFolhas

FolhasFolhasFolhasFolhas

FolhasFolhasFolhas

FolhasFolhas

Folhas

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Folha

In E... on 3 de julho de 2012 at 4:38

 

Se eu for seguindo uma folha que vai com o vento, aonde iria dar?

Abismos, planícies, morros, estradas, casa, cabanas, lagos, mares, ilhas, vulcões…

E depois disso?

E depois de ter andado, atrás desta folha, em abismos, planícies, morros, estradas, casa, cabanas, lagos, mares, ilhas, vulcões?

E depois de ter visto, ouvido, sentido, falado, vivido… onde eu estaria?

Cheia? Vazia? Completa? Em formação?

Eu dançaria ao vento, como uma folha solta?

Eu pousaria suavemente ao solo, como uma folha seca?

Eu daria rodopios no ar, como uma folha à brisa?

Eu completaria o solo, como uma folha verde?

Eu faria parte do húmus, como uma folha em decomposição?

O que eu faria?

E para onde eu iria depois?

Talvez eu quisesse ser uma folha em uma árvore.

Círculo completo, quase ao contrário, mas de folha solta no mundo, eu aprenderia como ser a folha em uma árvore, uma folha em uma árvore, uma folha  nomeio a outras folhas.

Eu aprenderia a viver no meu mundo.

Eu seria meu mundo.

Eu seria o mundo de outras pessoas.

.

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