Maria Thereza do Amaral

Para meu avô-passarinho.

In E... on 9 de dezembro de 2014 at 15:49

E um dia vi que ele poderia voar.

Para mim.

Nos meus sonhos.

Nas minhas visões.

.

Ele voou faz tempo.

Coração pesado. Apesar de ser pura luz.

Alma límpida. Mas conturbada.

.

E ele voou, mas foi um voo pesado, complicado, em meio a água, luz, ar e céu.
E voou pesado ainda muito tempo depois.

Mas agora o voo é etéreo, significativo, quase sideral. Mas não leve, meu avô nunca foi dado a levezas.

Mas é fluído.

Para meu avô-passarinho, que nunca conheci, linda alma límpida-conturbada,
mas com luz suficiente para iluminar uma galáxia.

E agora ele sabe disso. E voa. Para todo lugar.

o aviador

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