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Antes você voava alto e via de perto as nuvens no céu,
Ia e vinha num estado constante de sonho,
O que lhe valia constantes reprovações.
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Antes você achava que o azul do céu não tinha fim,
Que ia, ia e ia, até chegar além das estrelas,
O que lhe trazia uma constante vontade de ir além, e além, e muito longe,
Mas se deixava ficar.
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Antes você olhava o mar e ia e vinha com as ondas,
O barulho a levava até o fundo e voltava,
E você ia, ia, ia… mas se obrigava a voltar.
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Antes tudo sumia e aparecia quando você desejava,
A obrigação de ser ‘normal’, ‘média’, ‘padronizada’ a mantinha no real,
Pelo menos em corpo.
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Mas a maioria das coisas e situações não fazia muito sentido.
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Acabou.
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