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Quase ouço os sons dos fios tristes se movendo…
Tristezas que ecoam ao longo do tempo e do espaço,
Marcando a pele de quem os sente/escuta.
Lágrimas geladas rolam pelo meu rosto.
Queimam meu rosto, marcam meu coração.
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Quase ouço os sons dos fios tristes se movendo…
Tristezas que ecoam ao longo do tempo e do espaço,
Marcando a pele de quem os sente/escuta.
Lágrimas geladas rolam pelo meu rosto.
Queimam meu rosto, marcam meu coração.
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No escuro, consigo sentir as vidas suspensas por fios tristes.
Ao toque, são vidas etéreas ligadas por fios gelados.
Por um fio de luz, vejo vidas ligadas umas as outras por fios opacos.
Sinto cheiros de uma infelicidade neutra e gelada, que separa e liga ao mesmo tempo.
E ando, ando e ando… até enxergar frestas de luz ao longe.
Olho para trás, por entre meus ombros, sentindo uma tristeza profunda pelos fios tristes, gelados, opacos.
Suspiro e avanço, meu lugar é na luz…
…
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Se perder em palavras.
Se perder em intenções.
E se perdendo, intento escrever sobre tristezas e alegrias.
Escrever sobre indignações, perdas e descobertas.
Pensar escritos sobre vidas, clarões e sombras.
Palavras, luzes e sombras.
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Se perder em palavras.
Se perder em intenções.
E se perdendo, intento escrever sobre tristezas e alegrias.
Escrever sobre indignações, perdas e descobertas.
Pensar escritos sobre vidas, clarões e sombras.
Palavras, luzes e sombras.
Às vezes encontro às luzes escrevendo sobre as sombras,
Às vezes as sombras são só sombras, densas nuvens sobre meu mundo.
Às vezes despencam chuvas e as densas nuvens se vão,
E vejo minha poesia leva-las longes, para outras planícies.
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Se perder em palavras.
Se perder em intenções.
E se perdendo, intento escrever sobre tristezas e alegrias.
Escrever sobre indignações, perdas e descobertas.
Pensar escritos sobre vidas, clarões e sombras.
Palavras, luzes e sombras.
Às vezes encontro às luzes escrevendo sobre as sombras,
Às vezes as sombras são só sombras, densas nuvens sobre meu mundo.
Às vezes despencam chuvas e as densas nuvens se vão,
E vejo minha poesia leva-las longes, para outras planícies.
Às vezes eu quero me encontrar nas intenções, não me perder.
Às vezes eu quero ser mais que mera espectadora.
E tudo vira poesia, poemas e canções.
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O abismo que vejo da minha ponte é frágil: fortalecemos demais as pontes e esquecemos os abismos, profundos e escuros … como nós mesmos.
Mas às vezes sento na minha ponte, balançando meus pés no infinito, espiando meus abismos e nossas trocas me parecem tão intensas quanto sonhos.
Eu olho para o céu, claro, volto meu olhar para o abismo, escuro, e me sinto mais que um duo contrastante: eu sou um claroescuro, um TAO desequilibradamente harmonioso que circula pelo universo… porque já fui dragão, anjo guerreiro. Já fui nada e gente.
Talvez agora me torne um ser intergaláctico feito só de coração.
Cansei da mente.
E meu corpo assiste, solidário e paciente, minha alma chorar silenciosamente.
E delicamente a coloca no colo, sussurrando antigas cantigas de ninar.
Eu hoje voaria alto, tocando céus e sóis, com o vento gelado batendo em meus cabelos e refrescando minha alma.
Mas não vou, eu não voltaria…
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O que será o tempo?
Medida cronométrica, exata, de como avançamos..?
Pode ser, mas… avançamos de onde para onde? Com quem avançamos? Como avançamos?
Seria o tempo uma dança que só humanos participam, de modo isolado, desigual, a qual todo Universo assiste?
Uma dança frenética, sintônica, do qual poucos escapam, mas ao mesmo ‘tempo’ ninguém está?
Tempo aos saltos, tempo em milímetros, tempo até em minutos.
Tempo das emoções, tempo das sensações, tempo das vidas.
Tempo que se divide quando tudo acontece ao mesmo tempo e em separado, tudo junto, mas distinto, quando as dimensões dançam e se encontram e se separam ao longo de uma música que… soa aos ouvidos e na alma de quem quer e consegue escutá-la…
Tempo.
Relógio derretido, areia que escorre pela ampulheta, saudades…
Vida que derrete, que escorre, que sinto e vou.
Tempo.
Tempo de viver, tempo de morrer, tempo de só viver, não mais morrer.
Tempo.
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Num tear infinitamente velho, alguém infinitamente moço tece algo infinitamente fino.
E porque o infinito é formado de infinitas partes, reunidas por algo harmoniosamente dotado de uma paciência infinita, é possível que algo assim se faça.
Mas o importante é que este tecido, fino, infinito, eterno e esvoaçante, de uma sutileza que só o infinito dá conta, veste mundos e universos.
Mas principalmente veste seres que, perfeitos na sua imperfeição, desafiam o infinito, os céus e os universos, amando de um jeito que os eleva ao atemporal infinito.
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[feito para uma amiga].
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